"Não existe telefone por satélite no barco. Estamos dependentes de que o mestre contacte com terra, através do rádio-telefone", diz Jerónimo Rato, presidente dos Armadores da Pesca Local, Costeira e Largo da Zona Oeste, que já comunicou o caso à Direcção-Geral das Pescas.
O acordo permitia que 14 barcos artesanais portugueses pescassem em águas marroquinas, mas só três tinham actualmente licença activa. "A zona de pesca é curta, pelo que não existe grande interesse dos armadores", refere Gaspar Luís, da Associação de Pesca do Sotavento algarvio.
O acordo contemplava ainda uma quota anual de 1333 toneladas para barcos industriais. Não havia nenhum a pescar em Marrocos, mas a quota era cedida a outros países europeus, a troco de quotas no Atlântico Norte, segundo António Cabral, da associação do sector.
A ministra da Agricultura, Mar e Ambiente, Assunção Cristas, considerou "importante compensar as embarcações que já pagaram a sua licença para poderem pescar naquelas águas". O ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Portas, não exclui a hipótese de um acordo Portugal-Marrocos.
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